Venda Nova apresenta o maior índice de infestação do Aedes aegypti em BH, aponta LIRAa 2025

O levantamento também mostrou que 88,8% dos focos estão dentro das residências

06/11/2025 18h12 - Atualizado há 1 mês
Venda Nova apresenta o maior índice de infestação do Aedes aegypti em BH, aponta LIRAa 2025
Divulgação / PBH

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 classificou Belo Horizonte como área de baixo risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya. Segundo a Prefeitura, 0,6% dos 53 mil imóveis visitados em todas as regionais apresentaram larvas do mosquito.

Pelos critérios do Ministério da Saúde, índices abaixo de 1,0% representam baixo risco; de 1,0% a 3,9%, risco médio; e 4,0% ou mais, risco alto.

Apesar da média favorável, o levantamento mostra desigualdade entre as regionais.

E Venda Nova registrou o maior índice da cidade, chegando a 1,0% — única regional classificada como risco médio.

As demais regionais ficaram assim:

  • Noroeste: 0,3% – Baixo
  • Norte: 0,3% – Baixo
  • Barreiro: 0,4% – Baixo
  • Centro-Sul (inclui Hipercentro): 0,4% – Baixo
  • Oeste: 0,4% – Baixo
  • Nordeste: 0,8% – Baixo
  • Pampulha: 0,8% – Baixo
  • Leste: 0,8% – Baixo
  • Venda Nova: 1,0% – Médio (o maior índice de BH)

A subsecretária de Promoção e Vigilância em Saúde, Thaysa Drummond, explica que o LIRAa é uma ferramenta para direcionar ações com precisão.

“O LIRAa nos ajuda a entender onde o índice é maior e, assim, podemos agir com precisão na prevenção ao Aedes aegypti. Vamos continuar o trabalho em toda a cidade, mas intensificando as ações nas áreas com maior incidência”.

O levantamento também mostrou que 88,8% dos focos estão dentro das residências. Entre os criadouros domésticos mais comuns estão:

  • pratinhos de plantas (40,8%)
  • redes pluviais / ralos e canaletas (9,9%)
  • inservíveis e recipientes domésticos (7,7%)
  • caixas d’água (7,4%)

Ações da Prefeitura

Em 2025, foram realizadas cerca de 3,7 milhões de visitas em imóveis da capital. Entre as ações:

  • inspeções dos Agentes de Combate a Endemias
  • orientação aos moradores
  • aplicação de biolarvicidas
  • UBV (inseticida a ultra baixo volume), atendendo cerca de 21 mil imóveis
  • uso de drones para captação de imagens — 54 sobrevoos e identificação de quase 7 mil criadouros potenciais
  • monitoramento com 1,7 mil ovitrampas em pontos estratégicos, com mais de 59 mil visitas
  • continuidade da soltura de Aedes aegypti com Wolbachia (mosquitos com a bactéria têm capacidade reduzida de transmissão; o método não envolve modificação genética)

Thaysa reforça que o resultado também mostra a necessidade de engajamento da população: “Mais do que a atuação dos Agentes de Combate a Endemias, precisamos da conscientização e colaboração da população. Uma vistoria rápida, de cerca de dez minutos por semana, já faz diferença”.


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