Mesmo com a instalação de dois Pontos Limpos pela Prefeitura de Belo Horizonte em apenas 80 metros de extensão, a Rua Alzira Gonçalves de Abreu, em Venda Nova, continua enfrentando o problema do descarte irregular de entulho, móveis, lixo e inservíveis. O cenário desafia os esforços do programa criado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) para recuperar áreas afetadas por deposições clandestinas.
De acordo com moradores, os próprios residentes da região estão entre os principais responsáveis pelo lixo, que reaparece logo após as limpezas feitas pela equipe da prefeitura. “A SLU limpa, mas no dia seguinte já está tudo sujo de novo. Já pensei até em instalar uma câmera escondida para flagrar quem joga esses materiais aqui”, desabafa um morador da via.
A situação é agravada pelo vandalismo das sinalizações oficiais: uma das placas do Ponto Limpo já foi danificada, prejudicando a orientação e conscientização da população local e de quem circula pela área.
A SLU informa que, além dos Pontos Limpos, Venda Nova conta com quatro Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs), que recebem gratuitamente móveis velhos, entulhos leves e restos de poda. O órgão reforça que o descarte irregular é crime ambiental e pode gerar multa.
Enquanto os moradores cobram fiscalização mais rigorosa e ações de conscientização, a curta Rua Alzira Gonçalves de Abreu segue como exemplo de como a falta de colaboração da própria comunidade pode comprometer os esforços públicos de limpeza urbana e preservação do espaço coletivo.