Privatização da Copasa deve ser concluída nesta terça-feira; operação movimenta cerca de R$ 8,4 bilhões
Grupo Equatorial assume posição de principal acionista da companhia; Estado mantém participação com poder de veto em decisões estratégicas
Divulgação / Copasa
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) deve concluir nesta terça-feira (16) seu processo de privatização, com a liquidação financeira da operação na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A etapa marca a transferência das ações aos compradores e o pagamento dos recursos ao Governo de Minas Gerais.
A operação movimentou cerca de R$ 8,4 bilhões, resultado da venda de 171.113.881 ações pelo valor unitário de R$ 49,03 cada. Ao todo, o Estado vendeu parte de sua participação acionária, em uma das maiores operações de desestatização já realizadas em Minas Gerais.
O Grupo Equatorial, definido como investidor de referência, adquiriu 114.075.921 ações, tornando-se o principal acionista da companhia com 30% do capital total. A empresa já atua nos setores de energia elétrica e saneamento em diversos estados brasileiros e também integra o controle da companhia de saneamento paulista.
Apesar da privatização, o Governo de Minas manterá aproximadamente 5% das ações da empresa, incluindo uma golden share — ação especial que garante poder de veto em decisões estratégicas, como mudanças na denominação e na sede da companhia.
Atualmente, a Copasa é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 636 municípios mineiros, atendendo milhões de pessoas em todo o estado.
Recursos serão destinados ao PropagSegundo o governo estadual, os recursos arrecadados com a venda da companhia serão direcionados ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), além de investimentos estruturantes em áreas como infraestrutura, segurança pública, educação e saneamento.
A expectativa é de que os recursos sejam liberados ao Estado nos próximos dias, após a conclusão das etapas financeiras previstas no processo de liquidação da operação.
Privatização dividiu opiniõesA desestatização da Copasa foi uma das principais pautas do governo mineiro nos últimos anos e gerou intensos debates na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Defensores da medida argumentam que a entrada da iniciativa privada poderá ampliar investimentos, modernizar a gestão e aumentar a eficiência operacional da companhia.
Por outro lado, críticos manifestam preocupação com possíveis impactos sobre tarifas, qualidade dos serviços, atendimento aos consumidores e eventuais mudanças nas relações de trabalho.
O governo estadual afirma que a regulação do serviço será mantida e que a privatização não altera automaticamente as tarifas cobradas dos consumidores. Os municípios também terão prazo para aderir aos novos contratos da companhia após a mudança no controle acionário.
E você, como avalia os serviços da Copasa?A qualidade dos serviços prestados pela companhia é tema recorrente entre os mineiros. Enquanto parte da população reconhece avanços na expansão das redes de água e esgoto ao longo das últimas décadas, consumidores também relatam problemas como interrupções no abastecimento, vazamentos, demora em reparos e questionamentos sobre as tarifas cobradas.
Em Venda Nova e em outros bairros de Belo Horizonte, reclamações relacionadas à falta d’água e vazamentos frequentemente mobilizam moradores, evidenciando a importância do saneamento para a qualidade de vida da população.
Com a mudança no controle acionário da empresa, cresce a expectativa sobre os rumos da companhia. A nova fase da Copasa levanta uma questão que interessa diretamente aos mineiros: a privatização poderá melhorar os serviços prestados?
Qual é a sua experiência com a Copasa?
Os serviços atendem às suas expectativas? Ainda há problemas que precisam ser solucionados? Você acredita que a privatização trará benefícios ou desafios para a população?
Participe da discussão e deixe sua opinião nos comentários.