Os entregadores que atuam em Belo Horizonte poderão deixar encomendas de pequeno porte na portaria ou em outro ponto indicado pelos condomínios, sem a obrigação de entrar nas áreas comuns dos prédios para concluir o serviço. A mudança está prevista no Projeto de Lei 531/2025, aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal de Belo Horizonte.
A proposta busca estabelecer regras para entregas realizadas em condomínios residenciais e comerciais da capital. Na prática, o texto impede que consumidores exijam a entrada do trabalhador nas dependências internas ou áreas comuns para levar o pedido até apartamentos, salas ou outras unidades.
A medida ganhou repercussão após a votação no Legislativo municipal e foi noticiada por diferentes veículos de comunicação da capital. Apesar da aprovação em segundo turno, é importante destacar que a proposta ainda precisa cumprir as etapas finais do processo legislativo antes de produzir efeitos como lei.
Pelo texto aprovado, produtos de pequeno porte deverão ser entregues na portaria ou em outro local previamente indicado pelo condomínio. Caberá ao consumidor se deslocar até o ponto definido para receber a encomenda.
A regra alcança entregas realizadas em condomínios residenciais e comerciais e pretende deixar mais claras as responsabilidades de consumidores, estabelecimentos e trabalhadores envolvidos no serviço.
O projeto não deve ser interpretado como uma proibição absoluta à entrada de entregadores. O principal objetivo é impedir que o profissional seja obrigado pelo consumidor a percorrer áreas comuns ou seguir até a porta da unidade para finalizar a entrega.
A proposta também estabelece tratamento diferenciado para pessoas com mobilidade reduzida ou necessidades especiais. Nesses casos, a entrega poderá ocorrer diretamente na unidade, conforme as condições previstas no texto.
A exceção busca preservar o atendimento de moradores que enfrentam dificuldades de deslocamento e precisam de assistência para receber pedidos.
A discussão sobre entregas dentro de condomínios envolve temas como segurança, tempo de serviço e condições de trabalho. Ao concentrar a entrega na portaria ou em local indicado, a proposta pretende reduzir situações em que o trabalhador precisa deixar o veículo desacompanhado e permanecer mais tempo dentro de empreendimentos.
Para os condomínios, a medida também pode contribuir para a organização do fluxo de pessoas e para o controle de acesso às áreas internas.
Embora tenha sido aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal, o projeto ainda não deve ser tratado como uma regra já em vigor. O texto precisa passar pelas etapas finais do processo legislativo e seguir para análise do Executivo municipal, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.
Somente após a conclusão desse processo e eventual publicação da norma será possível confirmar quando as novas regras começarão a valer em Belo Horizonte.
A aprovação foi repercutida pela imprensa mineira e integra um debate que também ocorre em outras cidades brasileiras sobre os limites e responsabilidades nas entregas realizadas por aplicativos e outros serviços.