Encontrar um escorpião dentro de casa ou no quintal é uma situação que exige atenção, mas também cautela. A orientação da Prefeitura de Belo Horizonte é que o morador não tente capturar o animal, evitando o risco de acidentes, e acione a equipe de Zoonoses para realizar uma vistoria técnica no imóvel.
As orientações foram repassadas ao Portal Venda Nova pelo diretor de Zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte, Eduardo Viana Gusmão, que reforça que a primeira providência deve ser impedir que crianças, animais de estimação e outras pessoas se aproximem do escorpião. Em seguida, o morador deve solicitar atendimento pelos canais oficiais da Prefeitura.
O pedido pode ser registrado pelo Portal de Serviços, pelo telefone 156 ou pelo aplicativo BH Resolve, na opção "Controle e prevenção de acidentes com animais peçonhentos".
Dados da Diretoria de Zoonoses mostram que o município mantém um trabalho permanente de fiscalização e orientação aos moradores.
Somente em 2026, já foram realizadas 605 vistorias relacionadas à ocorrência de escorpiões em Belo Horizonte, sendo 98 na regional Venda Nova.
Em 2025, foram registradas 1.217 vistorias em toda a capital, das quais 271 ocorreram em Venda Nova, demonstrando que a região está entre as que demandam atenção contínua das equipes de vigilância ambiental.
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Após a solicitação, uma equipe de Zoonoses é mobilizada para realizar uma inspeção detalhada na residência. O prazo máximo informado pela Prefeitura para o atendimento é de até 10 dias úteis.
Durante a vistoria, os agentes avaliam o imóvel em busca de condições que favoreçam a presença dos escorpiões, como possíveis abrigos, locais de acesso e fatores ambientais que aumentem o risco de acidentes.
O objetivo é identificar situações que favorecem a permanência ou a entrada dos animais e orientar os moradores sobre as medidas necessárias para reduzir o risco de novas ocorrências.
A Prefeitura reforça que a captura do animal não deve ser feita pela população. Segundo o diretor de Zoonoses, esse procedimento somente deve ser realizado por pessoas experientes, que possuam treinamento, equipamentos adequados e recipientes seguros para evitar fugas e acidentes durante o transporte do animal.
A principal estratégia é impedir que o escorpião encontre abrigo e consiga entrar na residência.
Entre as recomendações estão:
Segundo a Prefeitura, essas medidas reduzem significativamente as chances de aparecimento dos animais no interior dos imóveis.
Outro alerta importante é sobre o uso indiscriminado de inseticidas. De acordo com Eduardo Viana Gusmão, a aplicação feita por pessoas sem orientação técnica pode provocar o chamado desalojamento dos escorpiões. Nesses casos, em vez de eliminar os animais, o produto faz com que eles abandonem seus esconderijos e migrem para locais internos da residência, aumentando o risco de acidentes.
Os escorpiões podem se esconder em:
Por isso, quando houver necessidade de controle químico, a orientação é procurar empresas especializadas, após avaliação técnica da equipe de Zoonoses.
Se ocorrer um acidente com escorpião, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Em Belo Horizonte, a unidade de referência para esse tipo de ocorrência é o Hospital João XXIII, que dispõe de atendimento especializado para acidentes com animais peçonhentos.
A Prefeitura reforça que agir rapidamente, solicitar a vistoria da Zoonoses e adotar medidas preventivas são as formas mais eficazes de reduzir o risco de acidentes e impedir que os escorpiões encontrem abrigo nas residências.