Pai de santo é preso suspeito de abusar sexualmente de adolescentes em centro de umbanda

Polícia Civil aponta ao menos oito vítimas e investiga uso da posição de liderança religiosa para a prática dos crimes

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Pai de santo é preso suspeito de abusar sexualmente de adolescentes em centro de umbanda
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, F. H., de 46 anos, suspeito de cometer crimes sexuais contra frequentadoras de um centro de umbanda localizado no bairro Lagoa, na região de Venda Nova.

Segundo as investigações, pelo menos oito mulheres relataram terem sido vítimas dos abusos quando tinham entre 15 e 17 anos. O suspeito atuava como líder religioso na instituição há cerca de dez anos.

O mandado de prisão foi cumprido por equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), na residência do investigado, no bairro Castelo, região Noroeste da capital. Durante a operação, foram apreendidos um aparelho celular, um notebook e cinco pen drives, que passarão por perícia.

Investigação aponta padrão de seleção das vítimas

De acordo com o delegado Rodolfo Rabelo, responsável pelo caso, o investigado teria utilizado a posição de liderança religiosa e técnicas de persuasão para se aproximar das vítimas.

As apurações indicam que o suspeito selecionava jovens em situação de vulnerabilidade emocional, incluindo adolescentes com histórico de abuso sexual, depressão ou baixa autoestima.

Segundo os relatos colhidos pela polícia, durante sessões de mediunidade e atendimentos espirituais, o homem realizava contatos físicos sob o argumento de que seria necessário remover uma suposta “energia sexual” das vítimas.

Ainda conforme a investigação, os toques descritos pelas vítimas não fazem parte dos rituais de passe da instituição religiosa. Em um dos relatos, uma das vítimas afirmou ter sido abusada na residência do investigado, no bairro Castelo.

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Mensagens e ameaças também são apuradas

A Polícia Civil investiga ainda denúncias de que o suspeito enviava mensagens durante a madrugada para as vítimas por meio das redes sociais, incluindo conteúdo íntimo e ameaças com o objetivo de mantê-las em silêncio.

Frequentadores do centro ouvidos pelos investigadores relataram que consideravam incomum a preferência do líder religioso por atender mulheres. Testemunhas também informaram que algumas jovens deixavam de frequentar o local repentinamente.

Segundo a polícia, ao perceber a possibilidade de denúncias, o investigado teria buscado reunir assinaturas de frequentadores em declarações que atestavam sua conduta, com a intenção de registrá-las em cartório.

Suspeito nega acusações

Em depoimento, o suspeito negou os crimes. Segundo a Polícia Civil, ele alegou que uma das vítimas teria influenciado as demais a formalizar as denúncias.

O investigado, que não possuía antecedentes criminais, foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil ressalta que denúncias são fundamentais para o avanço das investigações e a responsabilização de autores de crimes sexuais.

Outras possíveis vítimas ou testemunhas podem procurar a Polícia Civil de forma segura e sigilosa. As denúncias podem ser realizadas pelos canais oficiais.

 

 


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