A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deu mais um passo para colocar o Reservatório Profundo Vilarinho II em funcionamento durante o período chuvoso 2026/2027 e avançar na conclusão definitiva da estrutura, localizada na Região de Venda Nova.
Nesta sexta-feira (25), foi publicado no Diário Oficial do Município o aviso para contratação direta e emergencial de uma empresa que ficará responsável pela operação provisória do reservatório. A medida permitirá utilizar a estrutura para retenção das águas e amortecimento das vazões durante as chuvas.
O contrato terá duração de 180 dias e valor de R$ 530.578,80. Entre os serviços previstos estão o esvaziamento do reservatório, instalação e manutenção do sistema de bombeamento, fornecimento de equipamentos, materiais e mão de obra, além da retirada da estrutura provisória ao final do contrato.
As empresas interessadas poderão apresentar propostas até as 14h da próxima sexta-feira (2), quando será realizada a sessão pública para abertura dos envelopes na sede da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), no bairro de Lourdes.
Enquanto prepara a operação para o período chuvoso, a Prefeitura também conduz uma nova licitação para contratar a empresa que ficará responsável pelos serviços remanescentes necessários à conclusão integral do Vilarinho II.
O processo já foi publicado e a abertura das propostas está prevista para 13 de outubro.
Com isso, duas frentes avançam paralelamente: uma destinada a permitir o funcionamento provisório do reservatório durante as chuvas e outra voltada à retomada e conclusão definitiva do empreendimento.
Iniciadas em 2021, as obras do Reservatório Profundo Vilarinho II fazem parte da terceira etapa de um conjunto de intervenções de macrodrenagem realizadas em Venda Nova para reduzir os impactos das enchentes nas áreas de influência dos córregos Vilarinho e Nado e do Ribeirão Isidoro.
Projetado para armazenar aproximadamente 115 milhões de litros de água, o Vilarinho II atualmente opera com cerca de metade de sua capacidade. Quando concluído, o equipamento terá papel estratégico na retenção temporária de grandes volumes de água durante eventos de chuva intensa, contribuindo para controlar a vazão que segue pelo sistema de drenagem.
A execução do empreendimento foi suspensa em 2025 após uma auditoria interna determinada pela Prefeitura apontar indícios de irregularidades nos contratos então existentes.
As apurações também passaram a ser conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e uma decisão judicial determinou a suspensão de pagamentos municipais às empresas envolvidas na investigação.
Após os procedimentos administrativos e as investigações, a Prefeitura decidiu realizar uma nova licitação para contratar os serviços que ainda precisam ser executados.
A contratação emergencial para o período chuvoso e a licitação para os serviços remanescentes representam, portanto, etapas distintas: a primeira busca assegurar a utilização do reservatório nos próximos meses, enquanto a segunda pretende viabilizar a conclusão integral de uma das principais estruturas de drenagem de Venda Nova.