Justiça decreta falência da Oi: e agora?

A empresa é uma das maiores operadoras de telecomunicações do país

11/11/2025 19h19 - Atualizado há 3 semanas

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, na última segunda-feira (10), a falência do Grupo Oi, uma das maiores operadoras de telecomunicações do país. A decisão foi emitida pela 7ª Vara Empresarial e marca o fim do segundo processo de recuperação judicial da empresa.

Mesmo com a falência, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) garantiu que os serviços da Oi seguem funcionando normalmente. A agência afirmou que está acompanhando a situação de forma contínua para assegurar a transição e liquidação ordenada das operações.

A empresa deverá manter todos os serviços essenciais em funcionamento até que a gestão seja repassada para outras operadoras. Isso inclui telefonia fixa, atendimento por orelhões em mais de 7.500 localidades, interconexão entre operadoras e serviços de emergência como 190, 192 e 193.

Além disso, contratos com órgãos públicos, como Forças Armadas e Caixa Econômica Federal, continuam válidos durante o processo de liquidação judicial. A Justiça também autorizou a venda de operações da empresa para outras companhias que assumam os serviços de forma definitiva.

Serviços continuam para os clientes

Os clientes da Oi continuam sendo atendidos. Serviços como banda larga e telefonia permanecem ativos e sob fiscalização da Anatel, que reforçou que eventuais mudanças serão feitas sem prejuízo ao consumidor.

Nos últimos anos, a Oi já havia vendido setores estratégicos: a telefonia móvel foi adquirida por Claro, TIM e Vivo, enquanto a rede de fibra óptica passou ao controle da empresa V.tal.

Com a falência decretada, a operadora entra em fase de liquidação supervisionada pela Justiça e pela Anatel, que afirma manter fiscalização permanente para garantir a continuidade e qualidade dos serviços.

Em resumo, a falência da Oi não representa, neste momento, interrupção nos serviços. A transição está em andamento e será conduzida de forma controlada, com a intenção de preservar os direitos dos usuários e a estabilidade do setor de telecomunicações.


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