Prefeitura altera canal para agendamentos veterinários; confira como funcionam os serviços

Mudança unifica o acesso ao Complexo Público Veterinário e à UBS Animal; SamuVET mantém número de emergência

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Prefeitura altera canal para agendamentos veterinários; confira como funcionam os serviços
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A Prefeitura de Belo Horizonte alterou o fluxo de atendimento dos serviços veterinários municipais relacionados ao Complexo Público Veterinário (CPV) e à Unidade Básica de Saúde Animal (UBS Animal). A partir de agora, os cidadãos que precisarem agendar consultas, cirurgias e outros procedimentos deverão entrar em contato pelo telefone 2888-0909, exclusivamente por ligação convencional. O atendimento não é realizado via WhatsApp.

Segundo a administração municipal, a mudança tem como objetivo tornar mais eficiente o encaminhamento das demandas da população, centralizando a triagem e o direcionamento dos atendimentos em um único número telefônico.

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Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinária (SamuVET) permanece com o mesmo canal de atendimento. Em situações emergenciais envolvendo animais, a população deve acionar o serviço pelo telefone 2888-0000, também por ligação convencional. Após a triagem inicial, a equipe poderá entrar em contato com o solicitante via WhatsApp para solicitar fotos, vídeos e demais informações necessárias à avaliação do caso.

Com base nessas informações, a ocorrência é classificada e encaminhada para o atendimento mais adequado, garantindo resposta técnica rápida em casos de urgência, resgates complexos e situações que demandem encaminhamento ao CPV ou a outros órgãos competentes.

Como funciona o novo atendimento

Ao ligar para o número 2888-0909, o cidadão deverá ouvir a mensagem gravada e selecionar o ramal correspondente ao serviço desejado.

O ramal 2 é destinado ao Complexo Público Veterinário (CPV), responsável por demandas como informações sobre o hospital veterinário, agendamento de consultas para esporotricose, acompanhamento da fila de cirurgias, informações sobre vagas de internação e outros serviços especializados.

Já o ramal 3 atende as solicitações da Unidade Básica de Saúde Animal (UBS Animal), incluindo agendamento de consultas eletivas para avaliação clínica, acompanhamento de condições de saúde, check-ups e tratamentos que não demandem intervenção imediata.

Também são atendidas situações de menor complexidade, como apatia sem sinais de urgência, dermatites e outras alterações de pele, perda gradual de peso, claudicação crônica e orientações sobre manejo animal.

Mais de 6 mil atendimentos em 2026

Entre janeiro e maio de 2026, o Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte registrou 6.300 atendimentos e procedimentos, considerando consultas, retornos, atendimentos de urgência e emergência, além de cirurgias. No mesmo período, foram realizadas 1.159 cirurgias de diferentes níveis de complexidade.

A Unidade Básica de Saúde Animal, inaugurada em 30 de abril deste ano, contabilizou 413 atendimentos clínicos eletivos em seu primeiro mês de funcionamento, sendo 318 cães e 95 gatos atendidos.

O SamuVET, por sua vez, registrou 299 fichas de atendimento entre o início de abril e 12 de junho de 2026. As ocorrências envolveram socorro veterinário, resgates, recolhimento, captura e transferência de animais domésticos e silvestres.

A atuação do serviço reforça a política municipal de saúde animal e contribui para a proteção da fauna, o bem-estar dos animais e a preservação do equilíbrio ambiental no município.

Programa de esporotricose é referência

Belo Horizonte também se destaca pelo atendimento gratuito e especializado a gatos diagnosticados com esporotricose, doença fúngica que pode afetar animais e humanos.

O programa desenvolvido pelo Complexo Público Veterinário oferece diagnóstico, acompanhamento médico por até seis meses, fornecimento de medicamentos e reforço alimentar. Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 646 atendimentos vinculados ao programa, incluindo consultas presenciais, telemedicina e atendimentos domiciliares.

Os pacientes acompanhados receberam kits terapêuticos compostos por antifúngicos e sachês palatáveis, com duração estimada de 30 dias de tratamento.

Considerada uma questão de saúde pública, a esporotricose integra o conceito de saúde única, que relaciona a saúde humana, animal e ambiental. O modelo adotado por Belo Horizonte é apontado como referência nacional, já que poucas cidades brasileiras oferecem atendimento especializado semelhante.

Nos animais, a doença costuma provocar feridas na face, orelhas e membros. Em humanos, as lesões aparecem principalmente nas mãos. A transmissão pode ocorrer pelo contato com animais infectados ou diretamente com ambientes contaminados.


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