Morre aos 92 anos D. Lúcia César dos Santos, referência na preservação da memória de Venda Nova

Liderança comunitária teve atuação na cultura, saúde, assistência social e meio ambiente e dedicou parte de sua trajetória à preservação da história da região

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Texto com colaboração de Ana Silva
Texto com colaboração de Ana Silva

Morreu na manhã deste sábado (3), aos 92 anos, D. Lúcia César dos Santos, uma das mais conhecidas lideranças comunitárias ligadas à preservação da história e da memória de Venda Nova.

Ao longo de décadas, D. Lúcia construiu uma trajetória marcada pela participação comunitária e pela dedicação às causas coletivas. Sua atuação começou na própria vizinhança, prestando ajuda e oferecendo apoio a pessoas que precisavam de cuidados. Com o passar dos anos, esse trabalho ganhou dimensão maior e passou a alcançar diferentes áreas, como cultura, saúde, meio ambiente e assistência social.

Foi, no entanto, na defesa da história de Venda Nova que D. Lúcia deixou uma de suas contribuições mais marcantes. Tornou-se uma verdadeira guardiã da memória vendanovense, incentivando a preservação de documentos, registros, relatos e espaços que ajudam a contar a trajetória de uma das regiões mais tradicionais de Belo Horizonte.

D. Lúcia defendia que a preservação começa pelo conhecimento da própria história. Para ela, conhecer as origens de uma comunidade era também uma forma de despertar nas novas gerações o sentimento de pertencimento e a responsabilidade de cuidar do lugar onde vivem.

Sua trajetória esteve ligada a importantes espaços dedicados à cultura e à memória local, entre eles o Centro Cultural Venda Nova e o Centro de Referência da Memória de Venda Nova, que ajudam a manter viva a história da região.

Para além de sua atuação comunitária, familiares e amigos se despedem neste sábado da mãe, avó, bisavó, tia e amiga, lembrada pela presença constante, pelo cuidado com as pessoas e pela disposição em contribuir com a comunidade.

D. Lúcia César dos Santos deixa como legado uma vida dedicada a Venda Nova e, especialmente, à preservação das histórias, dos lugares e das lembranças que ajudaram a construir a identidade da região.

Sua memória passa agora a integrar a própria história que, durante tantos anos, ela ajudou a preservar.


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