A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está reforçando a importância da participação da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Moradores podem denunciar possíveis criadouros encontrados em imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e outros locais, como borracharias, ferros-velhos, oficinas e construções abandonadas.
Segundo estimativas frequentemente divulgadas por órgãos de saúde, cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências ou em seus arredores. O percentual é uma referência geral, que pode variar conforme a localidade e o levantamento realizado, e reforça a importância dos cuidados domésticos para impedir a reprodução do mosquito.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 156, pelo aplicativo BHSIM ou pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte.
De acordo com a PBH, entre janeiro e setembro de 2026 foram registradas cerca de 1,2 mil denúncias de possíveis focos do mosquito. Em 2025, os canais oficiais da Prefeitura receberam mais de 1,7 mil solicitações de vistoria.
A partir das solicitações encaminhadas pela população e das atividades de rotina, os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e os Agentes Sanitários (AS) percorrem diferentes regiões da capital para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
As ações são realizadas conforme as orientações das equipes de coordenação técnica de Zoonoses de cada regional.
Entre os principais motivos das denúncias estão imóveis com características de abandono, obras de construção civil inacabadas e piscinas sem manutenção adequada, situações que podem favorecer o acúmulo de água parada e a reprodução do mosquito.
Após o recebimento da denúncia, a solicitação é encaminhada às equipes de Vigilância e Controle de Zoonoses, responsáveis pela avaliação do local e pela orientação aos proprietários ou responsáveis sobre as medidas necessárias para eliminar os riscos.
Quando um foco é identificado, é estabelecido um prazo para a regularização. Caso o problema não seja resolvido, uma nova vistoria poderá resultar no encaminhamento da ocorrência aos setores de fiscalização sanitária ou urbanística, para adoção das providências cabíveis.
“A participação da população é fundamental para prevenir e eliminar focos do mosquito Aedes aegypti. Ao identificar uma situação de risco, a denúncia ajuda as equipes a agir com mais rapidez e contribui para proteger toda a cidade”, destaca o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte Neto.
Maioria dos criadouros pode estar dentro das residências
A estimativa de que aproximadamente 80% dos criadouros do Aedes aegypti estejam nas residências ou em seus arredores chama a atenção para a necessidade de intensificar os cuidados dentro de casa.
Vasos de plantas, caixas-d'água destampadas, calhas obstruídas, ralos, pneus e recipientes abandonados estão entre os locais que podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.
A Prefeitura orienta que os moradores reservem aproximadamente dez minutos por semana para inspecionar suas residências e eliminar possíveis criadouros.
- Retirar os pratinhos dos vasos de plantas;
- Manter caixas-d'água fechadas e devidamente vedadas;
- Guardar pneus em locais cobertos ou encaminhá-los para uma Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV);
- Lavar regularmente as vasilhas de água dos animais;
- Limpar telhados e calhas para garantir o escoamento da água da chuva;
- Descartar garrafas, embalagens e recipientes sem utilização;
- Manter o lixo em sacos plásticos e as lixeiras fechadas;
- Verificar quintais, canaletas e outros locais que possam acumular água;
- Retirar a água das bandejas externas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado;
- Manter piscinas limpas e devidamente cloradas;
- Proteger ralos com telas anti-insetos.
Na região de Venda Nova, assim como nas demais áreas de Belo Horizonte, a colaboração dos moradores é essencial para identificar possíveis criadouros e permitir a atuação das equipes municipais.
Imóveis fechados, lotes com materiais abandonados, caixas-d'água destampadas e piscinas sem manutenção merecem atenção especial, principalmente com a chegada do período chuvoso, quando aumenta a possibilidade de acúmulo de água em recipientes expostos.
A Prefeitura reforça que o combate ao Aedes aegypti deve ocorrer durante todo o ano, independentemente da estação.
As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte:
- Telefone: 156
- Aplicativo: BHSIM
- Internet: Portal de Serviços da PBH
Não é necessário se identificar para registrar uma denúncia.
A participação da população contribui para ampliar a identificação de focos, agilizar as ações de controle e reduzir os riscos de transmissão da dengue, zika e chikungunya em Belo Horizonte.